Panorama Met Gala 2025
- Baby Yoda
- 8 de mai. de 2025
- 5 min de leitura
Agora que passou a euforia do Met Gala 2025, realizado no dia 05/05/2025 no tradicional Metropolitan Museum of Art, podemos falar mais criticamente do evento e dos looks exibidos durante a noite. O tema do Met Gala desse ano foi Superfine: Tailoring Black Style (“Impecável: Moldando o Estilo Negro”), inspirado no movimento dandismo negro, no qual tinha como objetivo cultural e estético representar a resistência e reinvenção do povo negro, mostrando sua luta e identidade. Tendo a elegância e a sofisticação alinhadas com a personalidade de cada pessoa e feito sob medida, o tema da noite foi lançado e conseguimos ver o resultado das perspectivas de cada pessoa na noite de segunda-feira (05/05).

O evento foi marcado com a presença de diversas personalidades, sejam elas do mundo artístico ou não, como as irmãs Williams que marcaram presença no evento. Tivemos também algumas estreias no Met Gala como Lisa do Blackpink, Doechii e a volta de Diana Ross depois de mais de 20 anos sem comparecer ao evento. Já nos looks tivemos diversas interpretações, sendo os mais icônicos o de Tayana Taylor de Rosa do Harlem que considero o mais marcante da noite, zero defeitos nesse look (às vezes quando olho me lembro o capitão gancho), Colman Domingo com seus dois looks, Coco Jones, Cynthia Erivo, Diana Ross, Alton Mason, Jennie do Blackpink e Jodie Turne-Smith.


Cyntia Erivo trouxe no seu look um aspecto de realeza atrelado à alfaiaria, utilizado de diversas pedrarias aplicadas no look e, é claro, as unhas que são mais que marca registrada da atriz. O look de Alton Mason realmente me chamou atenção, ele trouxe uma reinterpretação da calça como uma capa super estruturada e bem dramática em contraste à roupa de dentro, na qual era super brilhante e me lembrou até uma estética Elvis Presley, ainda mais com a gola super estruturada e grande. Outro fator que chamou muito minha atenção foi o decote coração, trouxe uma sensualidade à peça, saindo um pouco do tradicionalismo e sofisticação da alfaiataria.


Outro look que não acho que foi muito certeiro no tema, mas entregou beleza e impacto. Acredito que o look seja a própria cantora, algo bem característico dela com as plumas, o volume e a elegância. Uma coisa que gostei bastante foi que tanto Diana quanto Alton trouxeram looks assinados por um design nigeriano, saindo do eixo eurocêntrico no qual a maioria dos convidados permaneceu. Já Jodie Turne, o look me lembrou algo meio chapeleiro maluco, no entanto, amei o caimento da peça e principalmente o couro texturizado usado no look.


Colman Domingo, trouxe uma homenagem a Andre leon Talley, ex-diretor-geral da Vogue. Particularmente, amei o look, principalmente a capa, gostei como um aspecto da realeza para o look, mas o look que dentro não me empolgou tanto assim. Jennie apostou num look da Channel que me lembrou muito looks do cinema da década de 60, como também posso estar voando demais, me trouxe uma vibe meio jazz ou blues. Amei muito, simples, sofisticado e a cara da Jennie.

Coco Jones me impressionou com esse look, não conheço a persona, mas assim que vi esse look fiquei apaixonada. Amei porque ela trouxe um look feito por uma marca indiana que tem como cerne o brilho, que podemos claramente perceber com a presença de diversos pontos de luz causados pelas pedrarias aplicadas na calça, como também no sobretudo. Outra coisa que me chamou bastante atenção foi a renda, particularmente não gosto de renda, mas essa especialmente me chamou atenção, como ela sofre uma graduação ao chegar na cintura e também as aplicações de pedrarias na renda, dando mais textura e ênfase no sobretudo. Dois pontos por último deste look que não posso deixar passar, o decote trazendo uma sensualidade em meio a um look todo coberto e ao cabelo tancado e gigante, confesso que amei demais.
Muitos looks que gostei acabaram não entrando neste post porque senão iria longe, destaquei somente aqueles de que gostei muito mais ou achei relevante serem falados. No entanto, tem algo que observei neste evento realizado dia 05/05/2025, acredito que esse ano os participantes masculinos entregaram muito mais que nos anos passados, isso acredito por ser código de vestimenta já usual para a maioria dos homens nesses eventos, é claro que sempre tem uns mais ousados, porém em suma maioria permanecem no tradicional terno.
Já nas mulheres, acredito que foi uma possibilidade interessante de repensar essa vestimenta tão característica masculina em uma face mais feminina. Amo o empoderamento e a força transmitida quando uma mulher usa um terno, mas achei inovador como é o quanto a criatividade pode transformar uma peça. Como, por exemplo, Demi Moore, que trouxe um vestido em formato de gravata, por mais que não tenha gostado do look, amei como trouxeram um item desta vestimenta em forma de vestido.
Laura Harrier criado pelo designer Zac Posen , inspirado nos pioneiros do movimento do dandismo, nesse look amei como saiu da silhueta tradicional do terno, trouxe o volume na calça, abrindo para uma boca de sino, as mangas achei perfeito, pois além de roubar a cena quando você olha para o look, ela traz um ar romântico e delicado em contraste com o decote cavado, confesso que sou muito suspeita em falar, pois amo esse estilo de manga 🤣🤣.


Agora um detalhe que senti falta nesse Met Gala, mais representatividade de designers e marcas negras vestindo as celebridades, tivemos dois convidados, Diana Ross e Alton Mason com looks assinados por designers nigerianos e Coco Jones vestindo uma marca indiana, mas fora esses dois que se tem informação, os outros convidados ficaram mais no eixo Europa e EUA de marcas. Devido ao tema, imaginei que poderíamos ter um tapete azul mais diversificado e com marcas fora do comum apresentadas nesses eventos.
É claro que entendo que há muitas vezes parcerias, embaixadores, etc. e são vários acordos entre as linhas, entretanto esperava mais. Outro detalhe que vale a pena ressaltar, que por mais que não tenha gostado tanto do look, achei interessante a ideia, foi o look da Lisa do Blackpink usando Louis Vuitton, onde uma peça do seu look estava bordada com as faces de mulheres negras importantes. Fiquei bastante impressionada por alguém ter trabalho assim no look.
E por fim, mas não menos importante, são as pessoas fora do dress code. Acredito que isso seja em todas as edições e quem sabe nem seja mais uma surpresa, mas mesmo assim surpreende principalmente de quem espera um estilo impecável, como Gigi Hadid, que trouxe um look que homenageia Zelda Wynn Valdes. Por mais que não esteja no dress code definido, o link que a modelo tanto fazer entre Zelda e o tema foi interessante, uma vez que a homenageada era uma alfaiate e figurinista para personalidades de renome como Joyce Bryant. Diferentemente de outros convidados que não entendemos nem em que mundo estão.


Enfim, em resumo da ópera, o tema do Met Gala 2025 foi um momento de empoderamento da história e da resiliência negra, onde conseguimos observar as diversas interpretações do tema e das perspectivas de casa participante acerca do tema. Obrigada por lê até aqui e até logo. 💕💕

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