TEMA DFB 2025: Inteligência Autoral
- Baby Yoda
- 13 de mai. de 2025
- 3 min de leitura

O que é natural e o que é artificial? O que é cópia e o que é original? E qual o limite que existe entre uma inteligência humana e uma inteligência artificial?
Inteligência Autora, esse é o tema do concurso dos Novos do DFB 2025, que será realizado entre os dias 14 à 17 de maio no Centro de Eventos do Ceará. O tema desse ano propõe uma reflexão sobre a criatividade humana, versos IA e qual o limiar que existe entre as inteligências, como também o questionamento da possível substituição do homem pelas máquinas. Será que as máquinas podem mesmo substituir os homens? Sabemos que muitos processos hoje em dia são otimizados com ajuda das IA e que muitos trabalhos estão propensos a desaparecerem devido à presença delas, mas e a criação pode ser substituída?!
Recentemente tivemos uma polêmica trend na qual utilizava IA para replicar os traços do Studio Ghibli, então a pessoa inseria uma foto de sua escolha e a IA transformava num desenho com os traços do studio. Neste momento houve uma polarização de posições, enquanto muitos aderiram essa moda, surgiu um movimento contra o uso da IA para a replicação da arte de Hayao Miyazaki, no qual o próprio animador se manifestava contra o uso, alegando que essa prática desmerecia todo o trabalho e o estudo não só de Miyazaki, como de diversos outros artistas que tem suas obras “roubadas” pela IA.
É inegável que as IA estão tomando conta de todos os setores e os artísticos estão sendo os mais visivelmente afetados pelo uso, mas será que de fato podemos ser substituídos? Segundo Vanessa Sousa, no seu artigo O impacto da inteligência artificial no mundo da moda, fala:
“Considera-se que a IA não irá substituir a criatividade humana, pelo contrário irá consolidar e aprimorar algo único. É notável, pois a mesma tem um papel deveras importante na otimização de processos e na geração de insights baseados em dados, mas por controvérsia há algo que não pode executar completamente: a alma, a originalidade e a sensibilidade estética que os seres humanos possuem.”
Sendo assim, mesmo com todas as ferramentas e bancos de dados, as IA não conseguem reproduzir as experiências humanas, os sentimentos e a alma que colocamos quando criamos algo. Somos os únicos capazes de emocionar, de contar uma história que transmita o cru da humanidade, por isso que ela nunca poderá substituir o homem, no entanto, como ela mesmo fala, pode ser uma ferramenta de aprimoramento e otimização das atividades e como isso aplica-se na moda?!
Podemos vê muito bem hoje trends no qual colocamos os croquis e vemos eles prontos. As inteligências artificiais podem ajudar a reduzir os gastos tanto de tempo quanto de dinheiro na criação de uma modelagem mais certeira. Podem auxiliar no recolhimento de dados para estudar possíveis tendências que irão se consolidar no mercado, dentre outras funcionalidades que podem ajudar.
E na parte do autoral, qual no caso entra no tema do DFB desse ano é justamente saber como unir o melhor dos dois mundos como, por exemplo, as manualidades, algo que a máquina consegue replicar, porém, não com a beleza e maestria humana… como juntar esse dois? Como unir o melhor dos dois mundo para criar algo novo e inovador, seja de técnicas, forma ou até mesmo de essência? É isso que iremos vê no concurso dos novos. Iremos acompanhar as perspectivas de cada equipe acerca desta junção singular para a criação de uma coleção.
Estou bem curiosa para o que virá… Obg por lerem e até logo!!
Referências Bibliográficas:
O impacto da inteligência artificial no mundo da moda, Vanessa de Sousa, Revista Acadêmica de Tendências em Comunicação e Ciências Empresariais, 2024

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